sexta-feira, 15 de junho de 2007

Moção de apoio à greve das universidades paulistas, contra a campanha reacionária da mídia e a repressão dos ativistas

A greve das universidades estaduais paulistas, que teve início a partir da ocupação da reitoria da USP no início de maio é o mais importante processo da luta de classes que ocorre no Brasil nos dias de hoje. Sua luta é a luta pela universidade pública, com acesso garantido para todos, contra os ataques que visam destruir a universidade, aprofundando o processo de privatização em curso.

Frente à grande radicalização do movimento, o governador José Serra vem ameaçando há quase um mês, sem cumprir, enviar a tropa de choque para retirar com violência os lutadores da USP.
Não tendo conseguido desmobilizar os estudantes e funcionários através do terror, nem tampouco de sua "reforma do decreto", a burguesia aprofunda agora, através de sua imprensa, em especial o historicamente reacionário e anti-operário jornal Estado de São Paulo, uma campanha de calúnias e difamações contra o movimento com o objetivo de dividir o mesmo e de voltar o conjunto da sociedade contra esta heróica luta

O Estadão repete sua velha tática usada antes mesmo do golpe militar de 1964, do qual foi um dos maiores insufladores, quando dizia que grupos e partidos de ultra-esquerda estavam por trás do presidente João Goulart, e que manobravam todo o governo e o povo com seus propósitos subversivos, o que justificaria o golpe que afinal ocorreu em 31/03/1964.
Assim, atacam os partidos de esquerda e as organizações sindicais envolvidas no processo e, em particular, militantes reconhecidos no movimento como Claudionor Brandão, refletindo uma iniciativa clara de criminalizar o movimento.

A Condsef apóia a luta dos estudantes, funcionários e professores das universidades estaduais paulistas, repudia a campanha reacionária do jornal O Estado de São Paulo e exige que não haja nenhum tipo de repressão ao movimento ou represália a seus ativistas.

Viva a greve das universidades estaduais paulistas!
Nenhuma repressão ou represália!
Por uma universidade pública e para os trabalhadores!

Aprovada na Assembléia Geral dos Servidores do Incra (organismo deliberativo máximo da CNASI – Confederação Nacional das Associações dos Servidores do Incra), e pela Plenária da Condsef (Confederação Nacional de Servidores Públicos Federais).
Brasília (DF), 13/06/2007.

Enviado por: Daniela de Oliveira, diretora regional da CNASI (Confederação Nacional das Associações de Servidores do Incra - (11) 8202-435 - jink1956@yahoo.com.br

Um comentário:

Anônimo disse...

Nenhuma moção ou represália? em relação a que?
Seria em relação a um movimento legítimo de indignação frente a resoluções declaratórias, atos inconstitucionais ou nenhuma moção ou represália que também esconda uma sindicância que vem ocorrendo.
Qualquer movimento de contestação na atualidade áspera, amarga e apática que vivemos não deixa de ser oxigênio que precisamos para caminhar, mas a partir do memomento em que na pauta de reivindicações vemos a confusão dos pedidos o movimento se perde.
Que pena! enquanto critica-se o governo da situação rendem-se e perpetuam o disucrso radical da oposição se discutem autonomia estando presos e guiados, é possível isso?
Que o movimento possa se guiar por uma pauta própria do movimento que seja contrária e discuta os assuntos pertinentes a universidade pública, que a comissão de greve dos estudantes saiba separar a pauta de reivindiações garantindo, assim, a legitimidade do ato.
um movimento de cara limpa sem capuz, sem desvios de pauta e sem cooptação partidária!