Acontecerá um ato nesta sexta-feira, 22 de junho, em repúdio à invasão policial que aconteceu aqui, na noite de segunda para terça-feira.
Vamos nos juntar todos a partir do meio dia para nos mostrarmos presentes durante a SEGUNDA rodada de negociações com a Diretoria.
Convidamos todos, poucos ou muitos, para esse ato.
Toda força é bem vinda!
Local: FCL - UNESP Araraquara
Concentração em frente ao RU
A partir do meio dia.
Horário da Reunião Negociação: 16 horas
Assinar:
Postar comentários (Atom)
17 comentários:
Onde? Quando?
Ajudaria se tivesse mais informações ou será que vamos precisar perguntar pra polícia?
Pessoal da comunicação, falta postar que o IA da Unesp foi ocupado tb... tem informações no CMI. Foi ocupado à noite, no dia 19/06.
O post da Ocupa do IA já está online desde a manhã do dia 20.
Este é o link:
http://greveararaquara.blogspot.com/2007/06/estudantes-do-ia-da-unesp-ocupam-em.html
Onde e qd sra o ato d amanha?
postem qlq novidade de qlq ato a favor da greve...qro estar present!
pessoal, o lugar é complicado... não sei se o campus será aberto, portanto não poderemos garantir que nos encontraremos lá, é complicado tb pq aqui não é o melhor lugar para publicarmos telefones ou "planos B", o ideal é todo mundo ir pro campus meio dia, caso estiver fechado, ali na frente mesmo decidiremos oq fazer...
Vamo que vamo, a responsa agora é só nossa!
Gostaria de estar em Araraquara para o ato, mas nem tudo é como a gente quer.
Todo apoio ao pessoal da Unesp Araraquara e ao pessoal da USP e Unicamp que está a caminho!
Hoje, em Bauru, estamos fazendo um Grupo de Discussão sobre a questão da polícia no campus.
Saibam que, enquanto vocês estão atuando aí, nós estamos unidos a vocês por aqui.
Pessoal, acabei de ler em sites como folha online e globo.com que o pessoal da USP fez uma assembléia ontem para votar a desocupação da reitoria e talvez saiam hoje mesmo de lá!!
isso procede??????????
link: http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u306343.shtml
DESOCUPAÇÃO DA USP OCORRERÁ HOJE!!!
DESOCUPAÇÃO DA USP OCORRERÁ HOJE!!!
DESOCUPAÇÃO DA USP OCORRERÁ HOJE!!!
e a gente como fica?
Reitoria da USP cede e alunos APROVAM proposta de saída de prédio!!!!!!!!!
bom gente, a ocupação foi o estopim do movimento, mas ele não está fundado nela... imagino que os estudantes levaram isso em conta antes de optar pela desocupação... se houve negociação e eles foram atendidos, tendo em vista o perigo do esvaziamento, esse pode mesmo ter sido a melhor opção... não haverá desmobilização se nos mantivermos firmes e organizados... a luta é longa e os passos precisam ser dados...
portanto, a gente não fica, a gente continua FORTE!
isso se for verdade, pq por enquanto só ouvi essa informação da imprensa...
Faço a mesma avaliação do anônimo acima.
Pode haver estratégia nisso. Hoje, por exemplo, o pessoal da USP tá indo aí pra Araraquara pra realizar um ato contra o uso da polícia nas negociações.
O movimento continua forte no Estado todo.
A imprensa, ainda que nos criminalizando com seu discurso, está toda voltada para o movimento estudantil.
Não há refluxo, não há desmobilização. O que existe é estratégia.
Continuamos em luta!
E toda força às ocupações da Unesp (Rio Claro, Franca, Assis, Ourinho, São Paulo) e à ocupação da Unicamp e da USP São Carlos!
Pessoal dá uma olhada no comentário que o Teatro Mágico fez em referência a nós ESTUDANTES!
Cliquem no icone BLOG
http://www.oteatromagico.mus.br/
Bem do fim dos anos 1970 até o começo do século XXI era forte a decepção que os mais críticos tinham dos jovens. Estes viveram, primeiramente, uma onda muito forte que dizia: precisamos ficar milionários. Ter era a base para obter qualquer sentido na vida. As relações afetivas eram postas de lado e um vazio existencial veio como uma terrível ressaca.
Depois era uma apatia, um tô nem aí generalizado que escondia o desencanto e apagava qualquer sentimento de revolta que seria típico na juventude. O que se via eram pessoas sem base para continuar uma estrada que mal começara.
sso se refletia nas artes, principalmente na música popular. Afinal, essa é a arte que está mais próxima dos acontecimentos sócil-culturais. É também a arte construída a partir desses jovens, pelo menos em grande parte.
Bom, isso aqui não é um tratado sobre a juventude nos últimos 28 anos. Por isso estou à vontade para falar besteiras: é apenas minha visão. E minha visão começa lá fora na luz que banha o mundo, terminando em um processamento aqui dentro, em mim.
Eu sempre achei que aquela moçadinha mais possibilitada, pela sorte econômica e pelo acesso à boa educação, a fazer algo pelo coletivo e, óbvio, por si próprios, estava perdida em seu mundinho egoísta e alienado. Estavam mesmo. Era pegar o diploma da faculdade pública, acesso quase exclusivo deles, e adeus país de merda!.
Detestavam tudo que fosse brasileiro, apenas pelo fato de ser brasileiro: o cinema, a música, o folclore, etc. Mas não agiam de forma criativa em relação. Ao contrário: americano que é demais. Eu sempre me irritava com isso e pensava: idiotas, vocês nunca serão americanos. E isso não é algo bom nem ruim por si só. É apenas um fato. Pra esse intento não adianta ter good pronunciation.
Além do mais, eu sempre soubera que nossa cultura é riquíssima e será para sempre nosso tesouro maior. Ser brasileiro: isso é maravilhoso (por si só!).
Chegamos ao novo século: a crueldade de Bush com suas guerras mentirosas e o seu desinteresse em relação ao mundo, de fato, climaticamente enlouquecido; a idéia de valorização das culturas regionais numa aldeia global; a percepção clara de que o capitalismo é crudelíssimo e de que é preciso incluir bilhões de seres humanos às mais básicas necessidades; o fortalecimento dos novos meios de comunicação; a chegada às universidades e escritórios da primeira leva de mulheres nascidas numa sociedade que lhes garante autonomia total em relação ao homem; etc e etc.
Tudo isso, não poderia ser diferente, está construindo uma nova juventude.
Parece que não, mas é dela que quero falar.
Nós do Teatro Mágico temos a honra de estarmos próximos desses jovens que querem debater, discutir, conhecer e experimentar o mundo e a si próprios. São jovens que não se curvaram aos ditames do gosto proposto pelas rádios e tvs; pelas gravadoras e produtores culturais.
Agora eles estão ousando mais.
Não são, como afirmam muitos, viciados em internete que vivem numa realidade imaginária. Pelo contrário, são BEM MAIS QUE VIRTUAIS.
A prova é que eles estão por aí: reivindicando e exigindo seus direitos. Melhor, e essas são as virtudes reais: exigem o respeito aos direitos de todo e qualquer grupo ou indivíduo que seja desrespeitado. E estão conectados, unidos. Assim se constrói uma verdadeira democracia.
Nós, farrapos, rotos, que surgimos de forma simples das periferias do Brasil, o TM, estamos sentido isso no apoio que recebemos desse pessoal que não dá ouvidos às infelizes referências do tipo: neo-bicho-grilos, neo-hippies, geração coca-cola-zero, eu fui ao fórum internacional... Somos mais. Estamos além dos labels. Pra lá de qualquer rótulo. Nosso apoio à todos vocês também é verdadeiro.
Que comecem a perceber esses jovens e como estão construindo uma nova realidade. Sem os tolos arremedos baby, I love you: aqui se recria a nossa língua e a nossa realidade a partir do uso constante do que está a nossa volta: acessam o mundo e acessam seus ins. Não contentes com o umbigo, saem buscando sis. Não são antiamericanos nem antibrasileiros: pró-mundo-livre!
Hoje há vários jovens reclamando por dignidade nas universidades públicas. Querem dialogar justamente com aqueles que foram os rebeldes em décadas atrás. O caso é que agora a única rebeldia desses senhores é jurar que a molecada só está de farra e logo cansa. Não importa o que eles estejam reivindicando: eles não representam nada, na opinião dos nossos mandatários e de seus asseclas na imprensa. Apenas devem tirar seus diplomas e darem o fora.
Mas esses jovens parecem diferentes.
á notei até que muitos deles crêem num mistério novo, num novo credo e não naquilo que foi pregado pelos pais de seus pais.
Sim, são os mesmos desafios: ainda lutam contra toda sorte de tirania. Há, é verdade, os infiltrados que tentam confundir os valores ao gritarem por direitos que negam a todos os outros. Isso também já foi visto. Mas nossos jovens sabem que enquanto outros fazem decretos, xigam, batem e mentem, eles fazem canções, peitam velhos canhões, amam livremente, gritam cantigas doces, lêem poesias, proferem seus refrões, sopram bolinhas de sabão sobre os escudos da tropa de choque...
Se eu pudesse, diria que é o momento de deixar todo o comodismo. É a hora de participar do mundo à sua volta. É a hora de ter responsabilidade e valorizar sem egoísmo e mesquinharia o que deve ser, conforme seu metro, valorizado e espalhado para todos os cantos.
Vamos tomar consciência de que esse povo somos todos nós: neguemos fronteiras invisíveis. Vamos perceber que os espaços públicos são nossos por direito e dever: tornemos salões e praças nossas. Vamos entender que os legisladores estão aí para nós e não nós aqui para eles: domemos leis e leões.
Eu estou cansado. Não de escrever, espero que você não esteja de ler. Do que estou farto, realmente, é de ter a verdade sempre sendo contada pela emissora G, pelo jornal E, pelo líder religioso P... Basta: façamos a vida ser nossa vida; tomemos a história à nossa pena; guiemos o destino pelas mãos.
Ora, claro que aquela juventude dos recentes anos passados tem valores inquestionáveis. Fizeram coisas maravilhosas, inclusive na música. Mas havia uma certa tristeza, um certo torpor, uma certa falta de identidade consigo mesma que culminou em algo ultraconservador, hipócrita, egoísta e falso-moralista.
Pra quem andava sem rumo eu diria o seguinte: bem no fim do léu surgia um beleléu. Ou seja, no fim do dane-se estará sempre o me dei mal!.
Lógico, em todas as épocas da história sempre haverá os saudosistas de forma intransigente. Mas o antigo neo, aquela inquietação saudável, aquele desejo de reinventar o óbvio e torná-lo em uma verdadeira novidade, sempre aparece.
Acho que a responsabilidade de vocês, jovens do fim da primeira década do século XXI, e em especial das mulheres, é enorme. Mas creio também que finalmente um espírito contestador e valorizador do ser humano despiu-se do véu acertando teens e recriando sins.
Vamos que tem chão.
Bjs e abçs.
Repudio. Repudio que eles não encheram vocês de porrada.
Bando de vagabundo, safado, sem vergonha, ocupa campus pra ficar bebendo e fazendo orgia.
Postar um comentário